
De virada, o Botafogo venceu o Corinthians por 2 a 1, nesta terça-feira, no Engenhão, e saiu na frente na batalha por uma vaga na final da Copa do Brasil. Jorge Henrique foi o herói do jogo ao sofrer o pênalti do primeiro e marcar o segundo gol, aos 43 do segundo tempo, que dá ao Glorioso a vantagem de jogar por um empate no Morumbi. Carlos Alberto e Lucio Flavio, de pênalti, marcaram os outros gols.
A escolha de Cuca por Eduardo para compor o lado esquerdo da defesa do Botafogo foi determinante para a história do primeiro tempo. Assim poderiam ser resumidos os 45 minutos iniciais. A não ser pelo razoável início do Glorioso, que desperdiçou duas chances com Wellington Paulista, e pelo chute de Alessandro após cruzamento de Jorge Henrique, aos 46, a equipe de Cuca inexistiu ofensivamente.
Nos primeiros momentos da semifinal, o nervosismo tomou conta dos dois times. Só o que se via era uma sucessão de chutões e passes equivocados. Com a equipe desfalcada, o Botafogo não conseguia sair jogando com qualidade. Diguinho fazia falta, e nem Lucio Flavio tampouco Zé Carlos apareciam para buscar jogo.
Até que no primeiro contra-ataque encaixado pelo Corinthians, Diogo Rincón achou Herrera que, rapidamente, deixou Carlos Alberto cara a cara com Renan. Pronto. O Timão havia descoberto sua mina de ouro. O lateral deslocou o goleiro adversário e fez 1 a 0, aos 23 minutos.
Cuca se esgoelava à beira do campo, mas o Botafogo permanecia com uma avenida no lado esquerdo de sua defesa. Diogo Rincón, com uma cabeçada no travessão, e Herrera, que não conseguiu completar cruzamento de Dentinho na pequena área, estiveram próximos de ampliar.
Para o segundo tempo, Cuca mexeu no time. Mas apenas para colocar o atacante Fábio no lugar de Zé Carlos. Sorte do Alvinegro Carioca que o Corinthians recuou e deixou de aproveitar o desabitado lado direito de seu ataque.
Logo aos dois minutos da etapa complementar, Lucio Flavio quase marcou de falta. O lance empolgou a torcida do Botafogo, que passou a empurrar o time. Até que, aos oito, Jorge Henrique - que começou a cair pelo lado esquerdo - tabelou com Eduardo e foi derrubado por Carlos Alberto, que acabou provando de seu próprio veneno. Lucio Flavio cobrou o pênalti no meio do gol e empatou o jogo.
A partir daí, o técnico Mano Menezes pareceu satisfeito com o resultado, já que tirou o apoiador Lulinha para colocar o zagueiro Fábio Ferreira. Com isso, o Botafogo se manteve melhor no jogo, jogando no campo do adversário e quase virou o placar em duas oportunidades.
Depois dos 25 minutos, o jogo voltou a ficar lento e o desinteresse dos times imperou. Mesmo com diversas mudanças, as chances do Corinthians se resumiam a escanteios pelo lado direito, enquanto o Glorioso centralizava em demasia as jogadas e, assim, tinha dificuldade de concluí-las.
Somente a dez minutos do fim, o técnico Cuca corrigiu a equipe taticamente, ao tirar o atordoado Eduardo para pôr Adriano Felício. E deu resultado. Aos 43, Jorge Henrique pegou sobra na pequena área e completou para virar o placar e fazer a alegria da torcida botafoguense. Ainda houve tempo para um último suspiro corintiano, que foi abafado pelo goleiro Renan.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 2 X 1 CORINTHIANS
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 20/5/2008 - 20h30min (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Altermir Haussman (Fifa-RS) e Roberto Braatz (Fifa-RS)
Renda/público: R$ 540.580,00 / 30.735 pagantes
Cartões amarelos: André Santos, Carlos Alberto, Lulinha e Fábio Ferreira (COR); Wellington Paulista, Jorge Henrique, Alessandro e Túlio (BOT)
GOLS: Carlos Alberto, 23/1ºT (1-0); Lucio Flavio, 9/2ºT (1-1); Jorge Henrique, 43/2ºT (2-1)
BOTAFOGO: Renan, Renato Silva, Andre Luis e Eduardo (Adriano Felício, 31/2ºT); Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio, Lucio Flavio e Zé Carlos (Fábio, intervalo); Jorge Henrique e Wellington Paulista (Alexsandro, 24º/2). Técnico: Cuca
CORINTHIANS: Felipe, Carlos Alberto, Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Diogo Rincón (Acosta, 23/2ºT) e Lulinha (Fábio Ferreira, 13/2ºT); Dentinho e Herrera. Técnico: Mano Menezes

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